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Estou em risco?

O impacto da Apneia do Sono

 

A SAOS (Apneia Obstrutiva do Sono) está a aumentar em prevalência em todo o mundo. Esta aumenta notoriamente entre os 18 aos 45 anos, com um plateau ocorrendo entre os 55 e 65 anos de idade.

Estima-se que três a quatro por cento das mulheres e seis a nove por cento dos homens têm SAOS – algumas das diferenças podem estar relacionadas com a idade, embora haja pouca diferença entre os dois géneros nos adolescentes ou após a sexta década de vida.

A prevalência de SAOS na Ásia é semelhante à dos Estados Unidos, apesar do menor peso corporal médio. Essas observações sugerem que a raça pode ser um importante fator de risco, possivelmente relacionado a diferenças na estrutura craniofacial. Nos Estados Unidos acredita-se que esta doença esteja presente em aproximadamente 10 a 30% dos adultos.

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Os efeitos mais preocupantes da SAOS incluem o seu impacto no rendimento do trabalho ou durante a condução e a sua associação com o desenvolvimento de doenças cardíacas e vasculares. Sabemos que os acidentes com veículos motorizados são 2 vezes mais prevalentes em pessoas com apneia do sono, comparativamente a quem não tem esta doença.




Quem está em risco?

Os fatores de risco definidos para a SAOS incluem a obesidade, as anomalias craniofaciais e anormalidades dos tecidos moles da via aérea superior. Outros fatores de risco potenciais incluem a influência genética, o tabagismo ou a congestão nasal, entre outros.

A obesidade é o fator de risco mais estudado – a prevalência aumenta progressivamente à medida que o índice de massa corporal e os seus sinais indiretos (por exemplo, a circunferência do pescoço) aumentam.

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As anormalidades dos tecidos moles craniofaciais e da via aérea superior aumentam a probabilidade de ter ou desenvolver esta doença. Exemplos destas anormalidades incluem um tamanho anormal maxilar ou uma mandibula curta, uma ampla base craniofacial, hipertrofia amigdaliana ou a hipertrofia das adenóides.

É importante reconhecer que, embora esses fatores possam estar associados à SAOS, a sua eliminação não cura automaticamente a doença. Por exemplo, a perda de peso ou a correção de uma anomalia craniofacial pode em alguns casos resolver a SAOS, mas a cessação do tabagismo ou o tratamento da congestão nasal ou do desvio do septo têm um impacto menos previsível.

Por fim, a SAOS também tem sido associada a todas as causas de mortalidade mais importantes e frequentes, bem como a doenças crónicas, como a doença coronária e à insuficiência cardíaca, ao acidente vascular cerebral, à síndrome de hipoventilação, a doença pulmonar obstrutiva crónica, a fibrose pulmonar ou a doença mental.