O caso do piloto de avião com Apneia do Sono não diagnosticada

Em fevereiro de 2008, um piloto da companhia aérea Mesa Airlines, que estava responsável pelo controlo do avião que fazia o voo entre Honolulu e Hilo, adormeceu juntamente com o seu co-piloto no cockpit.

Durante mais de 25 minutos estiveram incontatáveis e sem qualquer controlo do aparelho, tendo inclusive sobrevoado o aeroporto de destino.

Após serem acordados pelos comissários de bordo, aterraram o avião sem qualquer incidência. No entanto, foram ambos suspensos e, após investigações detalhadas, verificou-se que o capitão tinha Apneia Obstrutiva do Sono grave.

Para além deste exemplo, existem registos de cerca de 295 incidentes em investigação, por provável sonolência por parte de pilotos, durante o voo.

Desde então, a Apneia do Sono não tratada é considerada uma condição incapacitante para exercer a função de piloto de aviões.

Recentemente a FAA, a entidade norte-americana que controla estas questões, revelou que existem quase 5000 pilotos registados a fazer tratamento para a Apneia do Sono, que são sujeitos a exaustivas avaliações, e caso o mesmo seja efetivo, têm autorização especial para voar.