Cannabis não deve ser usada no tratamento da Apneia do Sono

Em novembro de 2017 o Departamento de Saúde de Minnesota anunciou a decisão de considerar as pessoas com Apneia Obstrutiva do Sono como uma qualificação para o programa de cannabis medicinal desse estado nos Estados Unidos da América.

A Associação Americana do Sono publicou este ano uma informação publica em que afirma que a Apneia do Sono deve ser excluída da lista de doenças crônicas em que a cannabis pode ser útil uma vez que não existem estudos que demonstrem evidência suficiente de eficácia, tolerabilidade e segurança deste tratamento.

Após alguns estudos em animais terem demonstrado que o extrato sintético de cannabis –  dronabinol – melhorou a estabilidade respiratória da via aérea superior (a zona mais associada à Apneia do Sono), alguns investigados têm explorado o uso potencial do dronabinol como um tratamento alternativo para a Apneia do sono.

Contudo, o dronabinol não foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) dos E.U.A. para o tratamento da Apneia do sono, e a sua tolerância e segurança a longo prazo ainda são desconhecidas. O tratamento com cannabis medicinal também demonstrou alguns efeitos adversos, como o agravamento da sonolência diurna, o que pode levar a consequências não desejadas, como maior propensão para acidentes de viação.